sábado, 22 de novembro de 2008

O Ano Paulino

Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo, como ele mesmo se intitula, será lembrado especialmente durante um ano, a partir do dia 28 de junho próximo. A decisão vem do Santo Padre, o Papa Bento XVI, com o objetivo de celebrar os dois mil anos de nascimento do primeiro grande missionário da fé cristã. Muitas atividades litúrgicas, acadêmicas, culturais e devocionais serão desenvolvidas em todas as partes do mundo cristão, com destaque para as celebrações na cidade de Roma, onde se encontra o túmulo do Apóstolo, na Basílica São Paulo Fora dos Muros. O Sumo Pontífice associou a algumas destas celebrações a indulgência plenária aos fiéis que delas participarem. A celebração é ocasião propícia para um aprofundamento dos estudos da Palavra de Deus contida na Bíblia, da qual faz parte o chamado Corpus Paulinum, com treze cartas atribuídas a Paulo.
Paulo, que inicialmente se chamava Saulo, nasceu em Tarso, na Cilícia, hoje território da Turquia, entre os anos 7 e 10, segundo a grande maioria dos historiadores. Filho de pais judeus da diáspora, estudou em escola grega e por isso tinha como língua materna este idioma. Mas também foi formado em doutrina judaica, em Jerusalém, onde passou parte de sua juventude, na famosa escola do Rabino Gamaliel. Assim também seria fluente na língua aramaica. Era fariseu, homem culto, de espírito empreendedor, de uma têmpera singular em tudo o que fazia.
Inicialmente, ferrenho perseguidor dos cristãos, a partir de uma experiência mística, converte-se ao cristianismo no caminho de Damasco, para onde ia com cartas das autoridades para aprisionar cristãos. Ele mesmo afirma ter ouvido a voz de Cristo Ressuscitado, vinda do céu, que clamava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9,1-22). A partir de então, torna-se intrépido apóstolo e missionário do Senhor.
São Paulo é considerado o primeiro teólogo do cristianismo, sendo seus textos básicos para toda a teologia posterior. Foi o primeiro escritor da fé cristã, através de cartas que enviava às comunidades que fundou, a fim de ensinar, animar a fé e corrigir distorções doutrinais.
Com relação ao Corpus Paulinum do Novo Testamento, há, entre os exegetas, certas dúvidas a respeito da autoria de algumas cartas, podendo ter sido escritas posteriormente por discípulos, fiéis à doutrina pregada por Paulo. É o caso das chamadas cartas pastorais, ou seja 1ª e 2ª Timóteo e a carta a Tito. Também, grande parte dos autores atualmente inclui entre as dêutero-paulinas, também Efésios, Colossenses e a 2ª Tessalonicenses. Todas estas teriam sido escritas após a morte de Paulo, acontecida por volta do ano 67. Pertencem ao grupo das proto-paulinas, ou seja, de comprovada autoria de Paulo, as demais, a saber, Romanos, Gálatas, 1ª Tessalonicenses, 1ª e 2ª Coríntios, Filipenses e Filêmon.
Sobre a datação das cartas de Paulo, a definição é sempre aproximativa. A mais antiga teria sido a 1ª Tessalonicenses, escrita da cidade de Corinto, por volta do ano 52. Depois viriam as cartas aos Coríntios, a primeira escrita de Éfeso, no ano 55, e a segunda enviada de alguma cidade da Macedênia, entre 55 e 57. Há suficiente certeza de que Paulo tenha escrito mais duas cartas aos coríntios, que até o momento se encontram desaparecidas. A carta aos Gálatas teria sido escrita entre 55 e 60, embora alguns afirmem que teria sido a primeira carta escrita por Paulo. A carta aos Romanos provavelmente teria sido redigida no ano 57, na cidade de Corinto, endereçada aos cristãos da capital do Império. A carta aos Filipenses é datada entre 53 a 58.
Até anos atrás, se considerava também a carta aos Hebreus como possivelmente de São Paulo. Hoje nenhum autor afirma mais isto e comumente se diz que não se trata propriamente de uma carta, mas de uma homilia ou um texto catequético em defesa da fé.
Sobre a vida e a ação missionária de Paulo, nos dá informações também o livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, provavelmente entre os anos 61 e 63. Tal livro termina a narração abruptamente e não se refere à condenação de Paulo à morte, o que dá idéia de ser um livro inacabado, redigido antes da morte do Apóstolo dos gentios.
A celebração do Ano Paulino, cuja abertura será dia 28 de junho corrente e término em 29 de junho de 2009, tem como principal objetivo a evangelização. Todos estamos em processo de evangelização contínua - católicos e não católicos - e somos chamados a comunicar aos que ainda não crêem o Evangelho de Cristo, que morreu e ressuscitou.
Talvez, a palavra mais incisiva para a vivência deste ano jubilar, seja a de Paulo aos Coríntios: «Ai de mim, se não evangelizar!» (1Cor 9,16).


Dom Gil Antônio Moreira, Bispo Diocesano de Jundiaí e colaboradora com artigos neste site.

Retorno!

Caríssimos irmãos e irmãs,

Como todos sabem, o blog Sacrum Convivium havia sido incorporado ao Ecclesiae.net.
No entanto, devido a dificuldades de mantenimento do site, com milhares de acessos diários, o site Ecclesiae.net foi interrompido.

Retomamos as atividades do Sacrum Convivium, com novo e-mail para contato: catolicos-brasil@uol.com.br

Agradecemos as orações de todos e também a compreensão neste período tão atribulado.

Ad Majorem Gloriam Dei,

Equipe Católicos Brasil/Sacrum Convivium

domingo, 14 de outubro de 2007

Primeira Leitura e Evangelho do dia: 14 de Outubro de 2007

Primeira leitura (Gálatas 3, 22-29):
“Irmãos, a Escritura encerrou tudo sob o império do pecado, para que a promessa mediante a fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem. Antes que viesse a fé, estávamos encerrados sob a vigilância de uma lei, esperando a revelação da fé. Assim a lei se nos tornou pedagogo encarregado de levar-nos a Cristo, para sermos justificados pela fé. Mas, depois que veio a fé, já não dependemos de pedagogo, porque todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus. Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!”
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Comentários:
“Dez leprosos vêm ao encontro de Jesus e lhe pedem a cura. Jesus os envia aos sacerdotes e enquanto caminhavam, ficam curados. Nove continuaram a marcha rumo a Jerusalém. Um deles voltou, louvava e glorificava a Deus.

Era um samaritano. Este arrancou de Jesus um suspiro. Jesus naquele instante sentiu o que significava ingratidão. “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Não houve quem voltou para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E juntamente com a cura este estrangeiro agradecido recebeu também a salvação.

A ingratidão está na ordem do dia. Aqueça uma serpente gelada, diz um provérbio Russo, e ela picará por primeiro a você mesmo. A ingratidão quando experimentada por nós, nos faz verdadeiramente sofrer. É bem possível que cada um de nós conheça algum episódio de sua vida que merecia um agradecimento ou um muito obrigado por parte de alguém, mas nada disso aconteceu.

Com Deus dá-se o mesmo. Que foi que não recebemos de Deus? Esta vida maravilhosa que cada um gere a seu bel prazer vem de Deus. Vem de Deus a nossa inteligência, de Deus vem a nossa capacidade de discernimento, de Deus vem a cultura, de Deus vem os nossos talentos, de Deus veio tudo na ordem natural, e se isto não bastasse, Deus nos adota como filhos Seu, os únicos seres pelos quais, Ele se interessa pessoalmente.

Cada um de nós é singular para o nosso Deus. Quantas vezes nos lembramos de agradecer? É longa a ladainha dos nossos pedidos e outras súplicas que Lhe fazemos. Hoje tocamos com o dedo não apenas a ingratidão dos outros nove leprosos que de Jesus não se aproximou, mas a nossa ingratidão também.

Aqueles nove poderiam ter alguma escusa, já que Jesus Lhes havia ordenado que fossem aos sacerdotes. Estavam obedecendo a Jesus. É possível que a alegria da cura tenha sido tal, que preferiram imediatamente o contato com os seus, até então proibido, e assim se esqueceram de Jesus.

Hoje nós faremos um propósito: não pediremos nada a Deus, simplesmente repassaremos todos os dons que D´Ele recebemos, quer na ordem natural, quer na ordem sobrenatural, e Lhe diremos diante de cada graça recebida: obrigado Senhor, eu não merecia e não mereço este favor, mas agradeço de coração tudo que me dais como um sinal de que, no final, quereis dar-vos inteiramente!”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum

Bruno Queiroz

sábado, 13 de outubro de 2007

Primeira Leitura e Evangelho do dia: 13 de Outubro de 2007

Primeira leitura (Gálatas 3, 7-14):
“Irmãos, sabei, pois: só os que têm fé é que são filhos de Abraão. Prevendo a Escritura que Deus justificaria os povos pagãos pela fé, anunciou esta boa nova a Abraão: Em ti todos os povos serão abençoados . De modo que os homens de fé são abençoados com a bênção de Abraão, homem de fé. Todos os que se apóiam nas práticas legais estão sob um regime de maldição. Pois está escrito: Maldito aquele que não cumpre todas as prescrições do livro da lei (Dt 27,26). Que ninguém é justificado pela lei perante Deus é evidente, porque o justo viverá pela fé . Ora, a lei não provém da fé e sim (do cumprimento): quem observar estes preceitos viverá por eles . Cristo remiu-nos da maldição da lei, fazendo-se por nós maldição, pois está escrito: Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro. Assim a bênção de Abraão se estende aos gentios, em Cristo Jesus, e pela fé recebemos o Espírito prometido.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios. E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu. Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros. Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul. Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes! Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus. Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui. Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos. Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha. Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí. Chegando, acha-a varrida e adornada. Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira.”
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Comentários:
“Assim fala o Senhor: Levantem-se as nações e ponham-se em marcha, rumo ao Vale de Josafá. Ali me sentarei como Juiz para julgá-las todas”.

É interessante saber que até hoje existem judeus interessados em enterrar seus mortos, e serem eles próprios, após a morte, enterrados no vale de Josafá, bem em frente da cidade velha de Jerusalém, para ficar mais próximos de Deus, no dia do Julgamento!

O texto não deve ser interpretado literalmente. O que significa esta reunião de todos no vale de Josafá?

Significa que todo o universo inteiro, desde o primeiro até o último homem, será julgado por Deus; ninguém escapará! O texto fala de universalismo mais que propriamente de localização geográfica, quando do julgamento final da História feito por Deus.

O texto continua: “Tomai a foice, pois a colheita está madura, vinde pois o lagar está cheio, as tinas transbordam, porque grande é a sua malicia. Povos e mais povos no vale da decisão.

A História amadurece e nós vamos amadurecendo com ela também. Passamos por diversas fases e as superamos: a primeira infância, a adolescência o estado adulto, e quem sabe, para alguns, até a soleira da velhice. De qualquer maneira estamos amadurecendo para a História e para Deus. Cada ação que realizamos neste mundo possui, portanto, um valor de eternidade.

Você, em que direção você se está amadurecendo? Responda a esta pergunta também: quais são os aspectos de sua vida psicológica e, sobretudo, sua vida cristã que já estão maduros para o dia do julgamento de Deus? Naquele dia Deus não quer condenar, quer simplesmente coroar com sua glória aqueles que tiverem semeado e crescido na boa direção, aqueles que se tiverem amadurecido para Jesus Cristo. Isto é um trabalho de toda vida cristã, que se constrói a cada dia, com os olhos postos no dia em que Deus, para sempre, colocar um ponto final na carreira terrestre de todos nós.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum

Bruno Queiroz

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Primeira Leitura e Evangelho do dia: 12 de Outubro de 2007

Primeira leitura (Ester 5, 1-2; 7, 2-3 ):
“Ester se revestiu de seus trajes reais e se apresentou na câmara interior do palácio, diante do aposento real, onde estava o rei sentado sobre seu trono, diante da porta de entrada do edifício. Logo que o rei viu a rainha Ester no átrio, esta conquistou suas boas graças, de sorte que ele estendeu o cetro de ouro que tinha na mão. E Ester se aproximou para tocá-lo. No segundo dia, bebendo vinho, disse ainda o rei a Ester: Qual é teu pedido, rainha Ester? Será atendido. Que é que desejas? Fosse mesmo a metade de meu reino, tu obterias. A rainha respondeu: Se achei graça a teus olhos, ó rei, e se ao rei lhe parecer bem, concede-me a vida, eis o meu pedido; salva meu povo, eis o meu desejo.”
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O Evangelho do dia: São João
“Naquele tempo, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”
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Comentários:
“Hoje, 12 de outubro, em todo Brasil, celebramos a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, nossa Padroeira.

Não é uma imagem que nós veremos, muito menos adoramos. A imagem é simplesmente um símbolo visível, porque não somos anjos, somos feitos de carne e osso e Deus nos respeita na situação em que nos encontramos. Trata-se de um símbolo da grande Mãe de Deus, que, desejamos, acompanhe a vida cristã da Igreja do Brasil, e de cada um de nós.

A finalidade desta homilia tende a fazer com que os fiéis bebam regularmente do povo de água viva da Palavra que lhes é diariamente transmitida. Eu queria acrescentar, hoje, algo mais, na vida que nos propomos em viver em obséquio de Jesus Cristo, seja uma vida à sombra de Maria.

Maria possui um papel preponderante na vida da igreja e de cada cristão católico. Mãe da cabeça, Jesus Cristo, ela se torna responsável por todo o Corpo e por cada um de seus membros.

Que cada um de nós, neste dia, pela a Maria pessoalmente lhe segure pelas mãos e o leve a escalar progressivamente a montanha da perfeição que é o próprio Cristo.

Hoje cada de nós brasileiros que fazemos essa reflexão, faça também sua consagração a Maria; faça uma consagração pessoal, porém sentida, uma consagração que provenha do coração e a partir de então sinta que sua vida cristã esta sendo conduzida, pela Mãe querida. No caminho da perfeição, você não caminha sozinho, você está bem acompanhado.

Mas cada qual pense hoje também este imenso país que já foi mais católico. Pense em seus governantes, muitos dos quais gostaríamos pensasse menos em si e mais nos outros.

Pense nesta grande Igreja Católica que gostaríamos também que fosse mais santa em seu clero e em seus membros. Pense, enfim, num sem-número de pobres e sofredores, cujas lágrimas e aflição só Deus conhece.

A todos uma prece sentida e confiante a nossa Mãe querida, Nossa Senhora Aparecida.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum

Bruno Queiroz

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Primeira Leitura e Evangelho do dia: 11 de Outubro de 2007

Primeira leitura: (Gálatas 2, 1-2.7-14)
“Irmãos, quatorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também Tito comigo. E subi em consequência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão. Ao contrário, viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada, como a dos circuncisos a Pedro (porque aquele cuja ação fez de Pedro o apóstolo dos circuncisos, fez também de mim o dos pagãos). Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo: iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados. Recomendaram-nos apenas que nos lembrássemos dos pobres, o que era precisamente a minha intenção. Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe francamente, porque era censurável. Pois, antes de chegarem alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os pagãos convertidos. Mas, quando aqueles vieram, retraiu-se e separou-se destes, temendo os circuncidados. Os demais judeus convertidos seguiram-lhe a atitude equívoca, de maneira que mesmo Barnabé foi levado por eles a essa dissimulação. Quando vi que o seu procedimento não era segundo a verdade do Evangelho, disse a Cefas, em presença de todos: Se tu, que és judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, com que direito obrigas os pagãos convertidos a viver como os judeus?”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos. Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação.”
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Comentários:
“O texto é extremamente atual para as nossas vidas cristãs.

O Profeta se lamenta com Deus, de que haja um grupo numerosíssimo de homens e mulheres que não cumprem Sua vontade e não seguem Seus mandamentos, para os quais escandalosamente tudo vai bem. São pessoas que zombam da fé e zombam daqueles que entram pela porta estreita do Evangelho.

Para que esse estilo de vida? Para que a renuncia ao mal? Pecar é algo que pode trazer prazer e alegria! É agradável ser auto-suficiente na existência, e depois muitos daqueles que não seguem a Palavra de Deus e não aceitam o Evangelho, têm boa saúde e multiplicam suas riquezas. Pelo contrário, existem pessoas que dizem ter temor de Deus, pessoas que se recusam terminantemente a realizar o mal, pessoas que não aceitam a corrupção e que, no entanto, pagam um preço caro pelo seu comportamento.

Não é escandaloso para nós que isso aconteça impunemente?

Pode a Palavra de Deus frustrar-se? Temos dito em outras homilias: pode frustrar-se sim, aparentemente, superficialmente, ou então a curto prazo, mas a médio prazo ou longo prazo jamais! Essas pessoas receberão a fatura daquilo que praticaram. Mais cedo ou mais tarde lhes serão pedidos contas do desastre da auto-administração da própria vida.

Não é a mesma coisa entrar pela porta estreita ou entrar pela porta larga. Uma coisa é aceitar a vontade de Deus, ainda que muito custe, e não a aceitar decididamente na vida.

No final de uma existência, por ocasião da contabilidade final, pode-se ver a diferença entre aqueles que fizeram o bem e aqueles que lhe voltaram as costas.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum

Bruno Queiroz

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Primeira Leitura e Evangelho do dia: 10 de Outubro de 2007

Primeira leitura: (Jonas 4, 1-11)
“Este desfecho causou em Jonas profunda mágoa e irritação, orou então ao Senhor, Dizendo: “Peço-te, me ouças, Senhor: não era isso que eu receava quando ainda estava em minha terra? Por isso, antecipei-me fugindo para Társis. Sabia que és um Deus benigno e misericordioso, paciente e cheio de bondade, e que facilmente perdoas a punição. E agora, Senhor, peço que me tires a minha vida, para mim é melhor morrer do que viver”. Disse o Senhor: “Achas que tem boas razões para irar-te?”Jonas saiu da cidade e estabeleceu-se na parte oriental e ali fez para si uma cabana, onde repousava a sombra, a ver o que ia acontecer a cidade. O Senhor Deus fez nascer uma hera, que cresceu sobre a cabana, para dar sombra a cabeça de Jonas e abrandar seu aborrecimento. E Jonas alegrou-se grandemente por causa da hera. Mas, ao raiar do dia seguinte, Deus determinou que um verme atacasse a hera, e ela secou. Quando o sol se levantou, mandou Deus do Oriente um vento quente; e o sol bateu forte sobre a cabeça de Jonas, que se sentiu desfalecer; teve vontade de morrer e disse: “Para mim é melhor morrer do que viver”. Disse Deus a Jonas: “Achas que tens boas razões para irar-te por esta hera?” “Sim”, respondeu ele, “tenho razão até para morrer de raiva”.O Senhor replicou-lhe: “Tu sofres por causa desta planta, que não te custou trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e na outra morreu. E eu não haveria de salvar esta grande cidade de Nínive, em que vivem cento e vinte mil seres humanos que não sabem distinguir a mão direita da esquerda e um grande número de animais?”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Glória a vós, Senhor.Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Jesus, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja teu nome. Venha o teu reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação.”
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Comentários:
“Ironicamente o autor do Livro nos mostra o profeta rancoroso e magoado com Deus, porque Deus resolveu perdoar os ninivitas que fizeram penitência.

“Eu sei – diz Jonas carregado de mágoa e irritação – eu sei que és um Deus clemente e misericordioso e que facilmente perdoa os pecados”.

O texto é sarcástico e irônico. O profeta deveria ser o primeiro a se alegrar com a absolvição dos ninivitas, que se resolveram a mudar de vida. Mas o texto fala a nós. Diz-nos, o que seria a tônica do profeta Ezequiel: Deus não deseja de forma alguma a destruição, o fim trágico de nenhum pecador.

È possível que tenhamos diante dos olhos a imagem, figura, lembrança, ou recordação de um grande pecador; efetivamente a História nos mostra uma galeria de pessoas que cavaram seus próprios infortúnios teimando a vida inteira contra a vontade de Deus que é a reunião de todo o gênero humano em Jesus Cristo, o único Pastor.

Sim, existiram, por desgraça, e existem ainda pessoas que trabalham no sentido oposto ao desígnio de Deus. Semeiam na História o anti-Evangelho que, no final dos tempos, será o lixo dessa mesma História. È lixo, sabermos todos, se põe para fora e se destrói com o fogo.

Pois bem, o texto que hoje refletimos é bastante instrutivo. Até mesmo dos grandes pecadores do século XX e do nosso inicio do século XXI, Deus não deseja a destruição, a condenação e o inferno.

Deus deseja, sim, que deixem de vez o pecado e se convertam definitivamente ao Evangelho de Jesus, enquanto há tempo.

Para estes grandes pecadores, que provavelmente não lêem este texto, não deixa o Coração de Deus ser de grande esperança e consolação, mas Ele é misericordioso também para cada um de nós, porque, se os nossos pecados pesam em nossas consciências, se os males cometidos no passado não nos deixam tranqüilos, mais uma vez vem o texto da Sagrada Escritura nos dizer que Deus possui um coração maior que o nosso. É cheio de bondade, misericórdia e compaixão.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum

Bruno Queiroz