As principais teses da exegese moderna apontam que a última ceia de Jesus foi claramente um evento totalmente escatológico. Todavia, devemos entender o valor da ceia pelo que a ceia representa para os antigos. Por si só a ceia representa comunhão, encontro e união. Nas dimensões mencionadas caracteriza a ceia ou refeição como convívio sagrado. No Antigo Testamento comer e alegrar é estar com Yahweh como está em (Dt 12, 5-7). Para o judeu a vida de fé dele estava na celebração da sua páscoa que era o culto de louvor a libertação do Egito por Yahweh-Deus. Jesus a partir deste ponto de leitura da páscoa judaica dá uma nova dimensão sagrada, cúltica e escatológica a refeição feita em comunidade.
Jesus ao participar das refeições com Zaqueu, e os pecadores, com as pessoas as margens do sistema, ele elevava para alem da esfera da reconciliação da humanidade com Deus, mas queria com a participação nas mesas destas pessoas; viver o tempo delas para comunicar o tempo delas a eternidade do Pai. Neste ponto nota-se uma intima relação de eschaton no ministério de Jesus e as refeições realizadas por ele. Tomando o episodio de Zaqueu em Lc 19, 5, relaciona essa refeição com cunho puramente querigmático. Toda celebração da ceia do Senhor parte deste ponto de vista e se plenifica na realização de uma eucaristia mergulhada no componente escatológico.
Jesus unifica o corpo e sangue na espécie do pão e do vinho e eleva ao grau mais alto que é a ligação deste ato ao ato do sacrifício dele na cruz. No Novo Testamento encontramos uma ligação intima da imagem do pão e do vinho como canal real e total do evento salvífico de Jesus para reconciliar toda a humanidade com Deus. Na Igreja primitiva as refeições não são só um prolongamento das refeições de Jesus com seus discípulos, porém, entram em contexto com as refeições com os publicanos, com os pecadores reconciliados no amor por Jesus, com as pessoas curadas que se sentiam próximas de Deus. Ora, a ceia do Senhor para a Igreja primitiva tinha essa ligação na vivencia do Cristo total.
Com a ressurreição a eucaristia toma uma dimensão especifica de celebração que ultrapassa o sentido de sacramento-sinal: ultrapassa o sentido do tempo presente, resgata o passado para integrar tudo na direção do futuro definitivo. As refeições de Jesus na terra preparam, indicam, sinalizam, a ceia nitidamente escatológica, ceia da presença real de Jesus Vivo e Ressuscitado, Glorioso e Senhor. É na eucaristia que Jesus é o verdadeiro banquete que se dá como verdadeiro e real alimento.
No evangelho de São João 13, 1-29, não encontramos os ditos da ceia ( In Caena Domini) como nos sinóticos. Todavia, no relato de João no momento da ceia encontramos uma cena que muda e muda porque é único o lava-pés. O lava-pés é a instituição do serviço na ceia. O serviço que era do escravo agora é do senhor. Neste relato não bastava pra João o ato só de transformar o vinho e o pão, mas também é parte integrante o serviço. É o serviço de doar-se dando a sua vida que ele salva o mundo. Não há eucaristia sem escatologia.
A comunidade ao celebrar a eucaristia celebra o memorial do Senhor e vive na sua o hoje o fato do passado (Jesus no seu Mistério Pascal) e destinados aos bens futuros. Na tradição dos judeus a memória é viva é um fato real e que se passava pelos séculos através de ato real. Jesus sabia disto porque o ato de memorial era caro aos judeus, vede a relação com a páscoa do antigo testamento. A partir deste ponto de partido o memorial de Jesus na ceia não foi difícil de ser entendido. Ao celebrar o Santo Sacrifício do Senhor somos enxeridos na dimensão escatológica do tempo e eternidade, história e memória e sacramento e sinal da eucaristia.
A tensão escatológica da instituição eucarística do Senhor é trazida na completa ação da graça salvadora de Cristo a toda humanidade. A memória é uma categoria muito cara ao povo judeu. O mundo judaico transporta o memorial à esfera muito ligada à história. O memorial é uma realidade histórica mais não perde sua densidade mistérica.A eucaristia é sinal-sacramento real da presença de Jesus e, por sua vez, Jesus é o sacramento do Pai. A eucaristia sinal-sacramento indica a realidade da vida humana na plenitude daquele que a manifestou. Ela vai além da história e entra na eternidade. Ao abordar o tema apresentado só posso afirmar como a autora que a eucaristia é um evento real e nitidamente escatológico. Sua presença é real, memorial, histórica, eterna e temporal, pois a vivemos ainda nesta vida, com a abertura a dimensão futura. O banquete eterno onde o Jesus ressuscitado espera a sua noiva para as núpcias eternas. A figura mais eucaristia é a figura da refeição sacrifical. O sacrifício que ressuscitado dos mortos rompe com o tempo e abre a nova vida que é Deus em nós. A eucaristia constitui o locus primordial do cristão. É na eucaristia um ato que é realizado no presente evocando um memorial, ou seja, um ato real no passado em vista, do futuro escatológico.A eucaristia é a presença real da humanidade e da divindade de Jesus mais é também um bem mergulhado de anúncio escatológico.
Jesus ao participar das refeições com Zaqueu, e os pecadores, com as pessoas as margens do sistema, ele elevava para alem da esfera da reconciliação da humanidade com Deus, mas queria com a participação nas mesas destas pessoas; viver o tempo delas para comunicar o tempo delas a eternidade do Pai. Neste ponto nota-se uma intima relação de eschaton no ministério de Jesus e as refeições realizadas por ele. Tomando o episodio de Zaqueu em Lc 19, 5, relaciona essa refeição com cunho puramente querigmático. Toda celebração da ceia do Senhor parte deste ponto de vista e se plenifica na realização de uma eucaristia mergulhada no componente escatológico.
Jesus unifica o corpo e sangue na espécie do pão e do vinho e eleva ao grau mais alto que é a ligação deste ato ao ato do sacrifício dele na cruz. No Novo Testamento encontramos uma ligação intima da imagem do pão e do vinho como canal real e total do evento salvífico de Jesus para reconciliar toda a humanidade com Deus. Na Igreja primitiva as refeições não são só um prolongamento das refeições de Jesus com seus discípulos, porém, entram em contexto com as refeições com os publicanos, com os pecadores reconciliados no amor por Jesus, com as pessoas curadas que se sentiam próximas de Deus. Ora, a ceia do Senhor para a Igreja primitiva tinha essa ligação na vivencia do Cristo total.
Com a ressurreição a eucaristia toma uma dimensão especifica de celebração que ultrapassa o sentido de sacramento-sinal: ultrapassa o sentido do tempo presente, resgata o passado para integrar tudo na direção do futuro definitivo. As refeições de Jesus na terra preparam, indicam, sinalizam, a ceia nitidamente escatológica, ceia da presença real de Jesus Vivo e Ressuscitado, Glorioso e Senhor. É na eucaristia que Jesus é o verdadeiro banquete que se dá como verdadeiro e real alimento.
No evangelho de São João 13, 1-29, não encontramos os ditos da ceia ( In Caena Domini) como nos sinóticos. Todavia, no relato de João no momento da ceia encontramos uma cena que muda e muda porque é único o lava-pés. O lava-pés é a instituição do serviço na ceia. O serviço que era do escravo agora é do senhor. Neste relato não bastava pra João o ato só de transformar o vinho e o pão, mas também é parte integrante o serviço. É o serviço de doar-se dando a sua vida que ele salva o mundo. Não há eucaristia sem escatologia.
A comunidade ao celebrar a eucaristia celebra o memorial do Senhor e vive na sua o hoje o fato do passado (Jesus no seu Mistério Pascal) e destinados aos bens futuros. Na tradição dos judeus a memória é viva é um fato real e que se passava pelos séculos através de ato real. Jesus sabia disto porque o ato de memorial era caro aos judeus, vede a relação com a páscoa do antigo testamento. A partir deste ponto de partido o memorial de Jesus na ceia não foi difícil de ser entendido. Ao celebrar o Santo Sacrifício do Senhor somos enxeridos na dimensão escatológica do tempo e eternidade, história e memória e sacramento e sinal da eucaristia.
A tensão escatológica da instituição eucarística do Senhor é trazida na completa ação da graça salvadora de Cristo a toda humanidade. A memória é uma categoria muito cara ao povo judeu. O mundo judaico transporta o memorial à esfera muito ligada à história. O memorial é uma realidade histórica mais não perde sua densidade mistérica.A eucaristia é sinal-sacramento real da presença de Jesus e, por sua vez, Jesus é o sacramento do Pai. A eucaristia sinal-sacramento indica a realidade da vida humana na plenitude daquele que a manifestou. Ela vai além da história e entra na eternidade. Ao abordar o tema apresentado só posso afirmar como a autora que a eucaristia é um evento real e nitidamente escatológico. Sua presença é real, memorial, histórica, eterna e temporal, pois a vivemos ainda nesta vida, com a abertura a dimensão futura. O banquete eterno onde o Jesus ressuscitado espera a sua noiva para as núpcias eternas. A figura mais eucaristia é a figura da refeição sacrifical. O sacrifício que ressuscitado dos mortos rompe com o tempo e abre a nova vida que é Deus em nós. A eucaristia constitui o locus primordial do cristão. É na eucaristia um ato que é realizado no presente evocando um memorial, ou seja, um ato real no passado em vista, do futuro escatológico.A eucaristia é a presença real da humanidade e da divindade de Jesus mais é também um bem mergulhado de anúncio escatológico.
Alexandro Tarquino
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