Os sacramentos da nova lei foram instituídos por Jesus Cristo e são sete: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio.
Os sete sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida de um cristão: dão à vida de fé do cristão, origem e crescimento, cura e missão. Nisto existe certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual do Cristão.
1. OS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ
Pelos sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia, são lançados os fundamentos de toda vida cristã. “A participação na natureza divina, que os homens recebem como mediante a graça de Cristo, apresenta certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. Os fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos os iniciados à vida cristã., estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade.
(Catecismo da Igreja 1212).
1.1. SACRAMENTO DO BATISMO
Batismo constitui o nascimento para vida nova em Cristo. Segundo a vontade do Senhor, ele é necessário para a salvação, como a própria Igreja, na qual o Batismo introduz.
O rito essencial do Batismo consiste em mergulhar na água o candidato ou em derramar água sobre sua cabeça, pronunciando a invocação da Santíssima Trindade, isto é, do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O fruto do Batismo ou a graça batismal é uma realidade rica que comporta:
a remissão do pecado e de todos os pecados pessoais; nascimento para a vida nova, pela qual o homem se torna filho adotivo do Pai, membro de Cristo, templo do Espírito Santo. Com isso mesmo, o batizado é incorporado à Igreja, corpo de Cristo, e se torna participante do sacerdócio de Cristo.
O Batismo imprime na alma um sinal espiritual indelével, o caráter, que consagra o batizado ao culto da religião cristã. Em razão do caráter, o Batismo não pode ser retirado.
Os que morrem por causa da fé, os catecúmenos e todos os homens, que, sob o impulso da graça, sem conhecerem a Igreja, procuram com sinceridade a Deus e se esforçam por cumprir a vontade dele podem ser salvos, mesmo que não tenham recebido o batismo.
Desde os tempos mais antigos, o Batismo é administrado às crianças, pois é uma graça e um Dom de Deus que não supõe méritos humanos; as crianças são batizadas na fé da Igreja.
A entrada na vida cristã dá acesso à verdadeira liberdade.
Quanto às crianças mortas sem Batismo, a liturgia da Igreja convida-nos a Ter confiança na misericórdia divina e a orar pela salvação delas.
Em caso de necessidade, qualquer pessoa pode batizar, desde que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja, e que derrame água sobre a cabeça do candidato dizendo: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Catecismo da Igreja 1277-1284)
1.2. SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO (CRISMA)
A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.
A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou caráter indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida.
No Oriente, este sacramento é administrado imediatamente depois do Batismo; é seguido da participação na Eucaristia, tradição que põe em destaque a unidade dos três sacramentos da iniciação cristã.
Na Igreja Latina administra-se este sacramento quando se atinge a idade da razão, e normalmente se reserva sua celebração ao Bispo, significando assim que este sacramento corrobora – confirma – o vínculo eclesial.
Um candidato à Confirmação que tiver atingido a idade da razão deve professar a fé, estar em estado de graça, Ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir sua função de discípulo e de testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais.
O rito essencial da Confirmação é a unção com o SANTO CRISMA na fronte do batizado (no Oriente, também sobre outros órgãos dos sentidos), com a imposição das mãos do ministro e com as palavras: “Receba por este sinal, o Dom do Espírito Santo”., Selo do Dom do Espírito Santo “, no rito bizantino.
Quando a Confirmação é celebrada em separado do Batismo, sua vinculação com este é expressa, entre outras coisas, pela renovação dos compromissos batismais. A celebração da confirmação no decurso da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã (Catecismo da Igreja 1316-1321)
1.3. SACRAMENTO DA EUCARISTIA
Jesus disse: “Eu sou o pão vivo, descido do céu”. “Quem comer deste pão viverá eternamente. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem vida eterna”. “Permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 51.54.56).
A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício e louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.
A Celebração da Eucaristia comporta sempre:
a proclamação da Palavra de Deus,
a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo Dom de seu Filho,
a consagração do pão e do vinho,
e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor.
Este elementos constituem um só e mesmo culto.
A Eucaristia é memorial da Páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra essa tornada presente pela ação Litúrgica.
É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministérios dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.
Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor.
Os sinais essenciais do Sacramento da Eucaristia são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronuncia as palavras da consagração ditas por Jesus na Última Ceia: ‘Isto é o meu Corpo entregue por vós... Este é o cálice do meu Sangue...”
Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua alma e sua divindade.
Enquanto Sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais.
Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém em consciência de Ter pecado mortalmente (grave), não deve comungar a Eucaristia sem Ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.
A santa comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o persevera dos pecados graves, Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.
A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano.
Visto que Cristo mesmo está presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. “A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor”
Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, à Santa Virgem e a todos os Santos (Catecismo da Igreja 1406-14-19).
2. SACRAMENTOS DE CURA
Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos “em vasos de argila” (2Cor 4,7). Agora, ela ainda se encontra “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Estamos ainda em “nossa morada terrestre” , sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.
O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restitui-lhe a saúde do corpo, quis que a sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.
2.1.SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU DA RECONCILIAÇÃO (CONFISSÃO)
“Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23).
O perdão dos peados cometidos após o Batismo é concedido por um sacramento próprio chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.
Quem peca fere a honra de Deus e seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e a saúde espiritual da Igreja, da qual cada cristão é uma pedra viva.
Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem conseqüências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro.
Voltar à comunhão com Deus depois de a Ter perdido pelo pecado é um movimento que nasce da graça do Deus misericordioso e solícito pela salvação dos homens. É preciso pedir esse Dom precioso para si mesmo e também para os outros.
O movimento de volta a Deus, chamado de conversão e arrependimento, implica uma dor e uma aversão aos pecados cometidos e o firme propósito de não mais pecar no futuro. A conversão atinge, portanto, o passado, o presente e o futuro; nutre-se da esperança na misericórdia divina.
O sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente são:
arrependimento,
a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote,
e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação.
Arrependimento (também chamado de contrição) deve inspirar-se em motivos que decorrem da fé. Se o arrependimento estiver embasado no amor de caridade com Deus, é chamado de “perfeito” ; se estiver fundado em outros motivos, será “imperfeito”.
Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e de que se lembra depois de examinar cuidadosamente sua consciência. Mesmo sem ser necessária a si a confissão das faltas veniais, a Igreja não deixa de recomendá-la vivamente.
Confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos atos de “satisfação” ou de “penitência”, para reparar o prejuízo causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios ao discípulo de Cristo.
Somente os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver podem perdoar os pecados em nome de Cristo.
Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:
a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recobra a graça;
a reconciliação com a Igreja;
a remissão da pena eterna devida aos pecados mortais;
a remissão, pelo menos em parte, das penas temporais, seqüelas do pecado;
a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
acréscimo de forças espirituais para o combate cristão.
A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua sendo o único meio ordinário de reconciliação com Deus e com a Igreja.
Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório a remissão das penas temporais, conseqüências dos pecados
(Catecismo da Igreja 1485-1498).
2.2. SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
“Alguém dentre vós doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5, 14-15).
O Sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice.
O tempo oportuno para receber a sagrada unção é certamente aquele em que o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte devido à doença ou à velhice.
Cada vez que um cristão cair gravemente enfermo, pode receber a sagrada unção. Da mesma forma, pode recebê-la novamente se a doença se agravar.
Só os sacerdotes (Bispos e presbíteros) podem administrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para conferi-lo, empregam óleo consagrado pelo Bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.
O essencial da celebração deste sacramento consiste na unção da fronte e das mãos do doente (no rito romano) ou de outras partes do corpo (no Oriente), unção acompanhada da oração Litúrgica do presbítero celebrante, que pede a graça especial deste sacramento.
A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos: a unção do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda a Igreja; reconforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice; perdão dos pecados, se o doente não pode obtê-lo pelo sacramento da Penitência; restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual; a preparação para a passagem à vida eterna.
(Catecismo da Igreja 1526-1532).
3. SACRAMENTOS DE SERVIÇO
Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos “em vasos de argila” (2Cor 4,7). Agora, ela ainda se encontra “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Estamos ainda em “nossa morada terrestre” , sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.
O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restitui-lhe a saúde do corpo, quis que a sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.
3.1. O SACRAMENTO DA ORDEM
S. Paulo disse a seu discípulo Timóteo: “Eu te exorto a reavivar o Dom de Deus que há em ti pela imposição de minhas mãos” (2Tm 1,6), e “se alguém aspira o episcopado, boa obra deseja” (1Tm 3,1). A Tito dizia ele: “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi” (Tt 1,5).
Toda a Igreja é um povo sacerdotal. Graças ao Batismo, todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Esta participação se chama “sacerdócio comum dos fiéis”. Baseado nele e a seu serviço existe outra participação na missão de Cristo, a do ministério conferido pelo sacramento da Ordem, cuja tarefa ‘’e servir em nome e na pessoa de Cristo Cabeça no meio da comunidade.
O sacerdócio ministerial difere essencialmente do sacerdócio comum dos fiéis porque confere um poder sagrado para o serviço dos fiéis. Os ministros ordenados exercem seu serviço com o povo de Deus por:
meio ensinamento – encargo de ensinar -,
do culto divino – encargo litúrgico
e do governo pastoral – encargo de governar.
Desde as origens, o ministério ordenado foi conferido e exercido em três graus: o dos bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos. Os ministérios conferidos pela ordenação são insubstituíveis na estrutura orgânica da Igreja. Sem o bispo, os presbíteros e os diáconos, não se pode falar de Igreja.
O Bispo recebe a plenitude do sacramento da ordem que o insere no Colégio episcopal e faz dele chefe visível da Igreja Particular que lhe é confiada. Os Bispos, como sucessores dos apóstolos e membros do Colégio, participam da responsabilidade apostólica e da missão de toda a Igreja, sob a autoridade do papa, sucessor de S. Pedro.
Os presbíteros estão unidos aos bispos na dignidade sacerdotal e ao mesmo tempo dependem dele no exercício de suas funções pastorais; são chamados a ser autênticos cooperadores dos Bispos; formam em torno de seu Bispo o “presbitério”, que com ele é responsável pela Igreja Particular. Recebem do Bispo o encargo de uma comunidade paroquial ou de uma função eclesial determinada.
Os diáconos são ministros ordenados para a s tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação lhes confere funções importantes no ministério da Palavra, do culto divino, do governo pastoral e do serviço da caridade, tarefas que devem cumprir sob a autoridade pastoral de seu Bispo.
O sacramento da Ordem ‘conferido pela imposição das mãos, seguida de uma solene oração consecratória que pede a Deus, para o ordinando, as graças do Espírito Santo, necessárias para exercer seu ministério. A ordenação imprime um caráter sacramental indelével.
A Igreja só confere o sacramento da ordem a homens batizados, cujas aptidões para o exercício do ministério foram devidamente comprovadas. Cabe à autoridade da Igreja a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber as Sagradas Ordens.
Na Igreja Latina, o sacramento da Ordem para o prebiterado normalmente é conferido apenas a candidatos que estão prontos a abraçar livremente o celibato e manifestam publicamente sua vontade de guardá-lo por amor do Reino de Deus e do serviço aos homens.
Cabe aos Bispos conferir o sacramento da Ordem nos três graus
(Catecismo da Igreja 1590-1599).
3.2. SACARAMENTO DO MATRIMÔNIO
S. Paulo diz: ‘Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja... É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja “(Ef 5,25.32).
O pacto matrimonial, pelo qual um homem e uma mulher constituem entre si uma íntima comunidade de vida e de amor, foi fundado e dotado de suas leis próprias pelo Criador. Por sua natureza, é ordenado ao bem dos cônjuges, como também a geração e educação dos filhos. Entre os batizados, foi elevado por Cristo Senhor, à dignidade de sacramento.
O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor com Cristo amou sua Igreja; a graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna.
O Matrimônio se baseia no consentimento dos contraentes, isto é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo.
Como o Matrimônio estabelece os cônjuges num estado público de vida na Igreja, convém que sua celebração seja pública no quadro de uma celebração litúrgica diante do sacerdote (ou de testemunha qualificada da Igreja), das testemunhas e da Assembléia dos fiéis.
A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais ao Matrimônio. A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal de seu “Dom mais excelente”: a prole.
O novo casamento dos divorciados ainda em vida do legítimo cônjuge contraria o desígnio e a lei de Deus que Cristo nos ensinou. Eles não estão separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Levarão vida cristã principalmente educando seus filhos na fé.
(Catecismo da Igreja Católica)
In Domino,
R.M.
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