Primeira leitura: (Esd 9, 5-9)
“Na hora da oblação da tarde, levantei-me de minha aflição com minhas vestes e meu manto rasgados; então, caindo de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus, e disse: Meu Deus, estou coberto de vergonha e de confusão ao levantar minha face para vós, meu Deus; porque as nossas iniquidades acumularam-se sobre nossas cabeças, e nosso pecado chegou até o céu. Desde o tempo de nossos pais até o dia de hoje, temos sido gravemente culpados; e por causa de nossas iniquidades, fomos escravizados, nós, nossos reis e nossos filhos; fomos entregues à mercê dos reis de outras terras, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha que nos cobre mesmo nos dias de hoje. Entretanto, o Senhor, nosso Deus, testemunhou-nos por um momento a sua misericórdia, permitindo que subsistisse um resto dentre nós, e concedeu-nos um abrigo em seu lugar santo. Nosso Deus quis assim fazer brilhar a nossos olhos a sua luz, e nos dar um pouco de vida no meio de nossa servidão. Sim somos escravos; mas nosso Deus não nos abandonou em nosso cativeiro. Ele concedeu-nos a benevolência dos reis da Pérsia, dando-nos vida bastante para reconstruir a morada de nosso Deus, reerguer as ruínas, e prometendo-nos um abrigo seguro em Judá e em Jerusalém.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades. Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. Disse-lhes: Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade. Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés. Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.”
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Comentários:
“O nosso autor toma um viés bem diverso do autor do Livro de Rute e também do autor do Livro de Jonas. Lá em Rute em Jonas, assistimos a uma espécie de universalismo da Salvação dentro do Antigo Testamento. Em Rute, uma moabita entra para o conjunto do povo de Deus em Belém. Em Jonas, são os ninivitas que se convertem diante da pregação do profeta.
Mas aqui, neste texto, Esdras se lamenta profundamente e confessa com amargura no coração diante de Deus, um grande pecado que cometeram os judeus repatriados. Que fizeram eles? Começaram a se casar com mulheres estrangeiras. Para Esdras e ou autor deste Livro, seria isto uma traição, uma traição do próprio povo. Para Esdras, os judeus e o judaísmo eram uma semente santa que não podia ser misturada com pessoas estrangeiras. Daí a confissão que o autor faz coberto de vergonha, no rosto diante de Deus.
Meus caríssimos irmãos, parece uma questão totalmente superada esta de casamento de alguém com estrangeiros ou no nosso caso específico, do casamento de um católico com uma outra pessoa que não participa de nossa religião e se declara de outra religião. A própria Igreja aceita, com certas reservas, os casamentos mistos ou de mista religião, também chamados casamentos com disparidade de culto. Mas a Igreja sabe perfeitamente que o ideal seria que um católico consciente de sua religião, alegre e feliz por pertencer ao catolicismo, encontrasse alguém como partner de toda uma vida, com quem pudesse compartilhar tudo, inclusive a própria fé. O ideal seria que um católico se casasse com uma pessoa católica ela também.
Nós hoje queremos ser sensíveis a estes casamentos de mista religião ou de disparidade de culto. Muitas vezes eles transtornam a fé da parte católica. Ou então colocam sérios empecilhos psicológicos e de outra ordem para que a parte católica não pratique a sua religião e o que é mais grave ainda, não eduque os próprios filhos na religião católica. Rezemos por estes casais e rezemos sobretudo pela parte católica destes casamentos de mista religião ou de disparidade de culto. Rezemos para que esses filhos não sejam indiferentes quanto à religião. Mas prezemos de tal maneira a nossa religião, que quando chegar nossa vez de nos casar, busquemos alguém que possa dela compartilhar conosco também.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum
Bruno Queiroz
“Na hora da oblação da tarde, levantei-me de minha aflição com minhas vestes e meu manto rasgados; então, caindo de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus, e disse: Meu Deus, estou coberto de vergonha e de confusão ao levantar minha face para vós, meu Deus; porque as nossas iniquidades acumularam-se sobre nossas cabeças, e nosso pecado chegou até o céu. Desde o tempo de nossos pais até o dia de hoje, temos sido gravemente culpados; e por causa de nossas iniquidades, fomos escravizados, nós, nossos reis e nossos filhos; fomos entregues à mercê dos reis de outras terras, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha que nos cobre mesmo nos dias de hoje. Entretanto, o Senhor, nosso Deus, testemunhou-nos por um momento a sua misericórdia, permitindo que subsistisse um resto dentre nós, e concedeu-nos um abrigo em seu lugar santo. Nosso Deus quis assim fazer brilhar a nossos olhos a sua luz, e nos dar um pouco de vida no meio de nossa servidão. Sim somos escravos; mas nosso Deus não nos abandonou em nosso cativeiro. Ele concedeu-nos a benevolência dos reis da Pérsia, dando-nos vida bastante para reconstruir a morada de nosso Deus, reerguer as ruínas, e prometendo-nos um abrigo seguro em Judá e em Jerusalém.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades. Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. Disse-lhes: Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade. Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés. Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.”
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Comentários:
“O nosso autor toma um viés bem diverso do autor do Livro de Rute e também do autor do Livro de Jonas. Lá em Rute em Jonas, assistimos a uma espécie de universalismo da Salvação dentro do Antigo Testamento. Em Rute, uma moabita entra para o conjunto do povo de Deus em Belém. Em Jonas, são os ninivitas que se convertem diante da pregação do profeta.
Mas aqui, neste texto, Esdras se lamenta profundamente e confessa com amargura no coração diante de Deus, um grande pecado que cometeram os judeus repatriados. Que fizeram eles? Começaram a se casar com mulheres estrangeiras. Para Esdras e ou autor deste Livro, seria isto uma traição, uma traição do próprio povo. Para Esdras, os judeus e o judaísmo eram uma semente santa que não podia ser misturada com pessoas estrangeiras. Daí a confissão que o autor faz coberto de vergonha, no rosto diante de Deus.
Meus caríssimos irmãos, parece uma questão totalmente superada esta de casamento de alguém com estrangeiros ou no nosso caso específico, do casamento de um católico com uma outra pessoa que não participa de nossa religião e se declara de outra religião. A própria Igreja aceita, com certas reservas, os casamentos mistos ou de mista religião, também chamados casamentos com disparidade de culto. Mas a Igreja sabe perfeitamente que o ideal seria que um católico consciente de sua religião, alegre e feliz por pertencer ao catolicismo, encontrasse alguém como partner de toda uma vida, com quem pudesse compartilhar tudo, inclusive a própria fé. O ideal seria que um católico se casasse com uma pessoa católica ela também.
Nós hoje queremos ser sensíveis a estes casamentos de mista religião ou de disparidade de culto. Muitas vezes eles transtornam a fé da parte católica. Ou então colocam sérios empecilhos psicológicos e de outra ordem para que a parte católica não pratique a sua religião e o que é mais grave ainda, não eduque os próprios filhos na religião católica. Rezemos por estes casais e rezemos sobretudo pela parte católica destes casamentos de mista religião ou de disparidade de culto. Rezemos para que esses filhos não sejam indiferentes quanto à religião. Mas prezemos de tal maneira a nossa religião, que quando chegar nossa vez de nos casar, busquemos alguém que possa dela compartilhar conosco também.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum
Bruno Queiroz
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