Primeira leitura: (Ageu 1,15b–2,9)
“Naqueles dias, 15aos vinte e quatro dias do sexto mês. No segundo ano do reinado de Dario, no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, a palavra do Senhor fez-se ouvir por intermédio do profeta Ageu nestes termos: Fala ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, ao sumo sacerdote Josué, filho de Josedec, e ao resto do povo. Haverá alguém entre vós que tenha visto esta casa em seu primeiro esplendor? E em que estado a vedes agora! Tal como está, não parece ela insignificante aos vossos olhos? Todavia, ó Zorobabel, tem ânimo, diz o Senhor. Coragem, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote! Coragem todos vós, habitantes da terra, diz o Senhor. Mãos à obra! Eu estou convosco - oráculo do Senhor dos exércitos. Segundo o pacto que fiz convosco quando saístes do Egito, meu espírito habitará convosco. Não temais. Porque isto diz o Senhor dos exércitos: Ainda um pouco de tempo, e abalarei céu e terra, mares e continentes; sacudirei todas as nações, afluirão riquezas de todos os povos e encherei de minha glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos. A prata e o ouro me pertencem - oráculo do Senhor dos exércitos. O esplendor desta casa sobrepujará o da primeira - oráculo do Senhor dos exércitos.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, Num dia em que ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: Quem dizem que eu sou? Responderam-lhe: Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas. Perguntou-lhes, então: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: O Cristo de Deus. Ordenou-lhes energicamente que não o dissessem a ninguém. Ele acrescentou: É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia.”
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Comentários:
“Estamos em outubro de 520 a.C. Depois de um período de desencorajamento os judeus se puseram a construir o templo de Deus. A construção não era fácil. Os recursos eram parcos. A pobreza era geral. Aquele templo seria apenas uma sombra do que foi o templo salomônico.
O texto pergunta: haverá neste momento alguém que se tenha recordado do primeiro templo? Deveria ser então um ancião à beira dos 85 anos de vida que, quando criança, antes do exílio de Babilônia, o tinha contemplado com seus próprios olhos, antes de ser destruído, em agosto de 587 a. C.
Este, em comparação com o primeiro, era seria apenas uma sombra. Um templo bastante modesto de acordo com as possibilidades sociais e econômicas daqueles pobres repatriados. No entanto o profeta encoraja, porque a glória desse templo seria maior do que a do primeiro. De fato, ele permaneceria por 600 anos e o melhor do judaísmo religioso se passaria à sombra dele.
Este templo, remodelado bem mais tarde por Herodes o Grande, foi o templo que recebeu Jesus de Nazaré e foi bem perto dele que Jesus morreu e ressuscitou. Nós podemos à primeira vista, nos desencorajar diante de realidade da nossa Igreja.
Nossa Igreja, no Brasil, não é rica. Nós não possuímos templos suntuosos. Nós possuímos muitas capelas modestas. Muitas igrejas deixam a desejar sob o aspecto arquitetônico ou de conservação. No entanto, a Palavra de Deus não permite esse desencorajamento. O importante é a Igreja viva que se constrói. O importante não são as pedras mortas, são as pedras vivas.
O importante é construir uma comunidade de fé de esperança e caridade. Nos tempos apostólicos era assim também. Paulo, durante toda a sua vida de missionário e apóstolo jamais contemplou um belo edifício, ou uma basílica. Jamais contemplou uma igreja bem construída.
As comunidades que ele se esforçava por construir eram comunidades vivas. Eu não quero dizer com isso que nós não precisamos de Igrejas e belas igrejas. Tudo isso está ao nosso alcance e nós devemos realizar. Mas um cristão de fé profunda e sadia sabe que o mais importante é a comunidade viva.
O mais importante é multiplicar homens e mulheres, que creiam profundamente, que esperem e, sobretudo se amem.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum
Bruno Queiroz
“Naqueles dias, 15aos vinte e quatro dias do sexto mês. No segundo ano do reinado de Dario, no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, a palavra do Senhor fez-se ouvir por intermédio do profeta Ageu nestes termos: Fala ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, ao sumo sacerdote Josué, filho de Josedec, e ao resto do povo. Haverá alguém entre vós que tenha visto esta casa em seu primeiro esplendor? E em que estado a vedes agora! Tal como está, não parece ela insignificante aos vossos olhos? Todavia, ó Zorobabel, tem ânimo, diz o Senhor. Coragem, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote! Coragem todos vós, habitantes da terra, diz o Senhor. Mãos à obra! Eu estou convosco - oráculo do Senhor dos exércitos. Segundo o pacto que fiz convosco quando saístes do Egito, meu espírito habitará convosco. Não temais. Porque isto diz o Senhor dos exércitos: Ainda um pouco de tempo, e abalarei céu e terra, mares e continentes; sacudirei todas as nações, afluirão riquezas de todos os povos e encherei de minha glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos. A prata e o ouro me pertencem - oráculo do Senhor dos exércitos. O esplendor desta casa sobrepujará o da primeira - oráculo do Senhor dos exércitos.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, Num dia em que ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: Quem dizem que eu sou? Responderam-lhe: Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas. Perguntou-lhes, então: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: O Cristo de Deus. Ordenou-lhes energicamente que não o dissessem a ninguém. Ele acrescentou: É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia.”
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Comentários:
“Estamos em outubro de 520 a.C. Depois de um período de desencorajamento os judeus se puseram a construir o templo de Deus. A construção não era fácil. Os recursos eram parcos. A pobreza era geral. Aquele templo seria apenas uma sombra do que foi o templo salomônico.
O texto pergunta: haverá neste momento alguém que se tenha recordado do primeiro templo? Deveria ser então um ancião à beira dos 85 anos de vida que, quando criança, antes do exílio de Babilônia, o tinha contemplado com seus próprios olhos, antes de ser destruído, em agosto de 587 a. C.
Este, em comparação com o primeiro, era seria apenas uma sombra. Um templo bastante modesto de acordo com as possibilidades sociais e econômicas daqueles pobres repatriados. No entanto o profeta encoraja, porque a glória desse templo seria maior do que a do primeiro. De fato, ele permaneceria por 600 anos e o melhor do judaísmo religioso se passaria à sombra dele.
Este templo, remodelado bem mais tarde por Herodes o Grande, foi o templo que recebeu Jesus de Nazaré e foi bem perto dele que Jesus morreu e ressuscitou. Nós podemos à primeira vista, nos desencorajar diante de realidade da nossa Igreja.
Nossa Igreja, no Brasil, não é rica. Nós não possuímos templos suntuosos. Nós possuímos muitas capelas modestas. Muitas igrejas deixam a desejar sob o aspecto arquitetônico ou de conservação. No entanto, a Palavra de Deus não permite esse desencorajamento. O importante é a Igreja viva que se constrói. O importante não são as pedras mortas, são as pedras vivas.
O importante é construir uma comunidade de fé de esperança e caridade. Nos tempos apostólicos era assim também. Paulo, durante toda a sua vida de missionário e apóstolo jamais contemplou um belo edifício, ou uma basílica. Jamais contemplou uma igreja bem construída.
As comunidades que ele se esforçava por construir eram comunidades vivas. Eu não quero dizer com isso que nós não precisamos de Igrejas e belas igrejas. Tudo isso está ao nosso alcance e nós devemos realizar. Mas um cristão de fé profunda e sadia sabe que o mais importante é a comunidade viva.
O mais importante é multiplicar homens e mulheres, que creiam profundamente, que esperem e, sobretudo se amem.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum
Bruno Queiroz
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