segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Igreja, Povo de Deus no mundo

Esta semana recebi um artigo que propunha uma atuação mais sócio-transformadora da Igreja no mundo. Tal artigo explanava sobre uma necessidade de uma ação cada vez mais concreta junto aos mais pobres, quase que como desligando por completo o povo de Deus de suas respectivas comunidades eclesiais. Lendo o texto recebido, me recordei de um outro artigo que havia recebido alguns meses atrás, que propunha exatamente o contrário, o desligamento da Igreja nas questões sociais.

Sermos Igreja, fundada por Jesus, o Cristo (do grego Khristos, tradução do termo hebraico Mashiaj que quer dizer Ungido de Deus), significa sermos seguidores do Cristo, que nasceu, morreu e ressuscitou para libertar os homens e mulheres e dar-nos vida.

Sendo seguidores do Cristo, assumimos para nós mesmos o compromisso de sermos Cristãos, crendo na Igreja como fonte de instrução e instrumento para a realização da liturgia (do grego "láos' significa povo e "urgía" significa trabalho, ofício), que tem como ponto principal a celebração do mistério Pascal do Cristo.

O aspecto sócio-transformador do Cristianismo está na profissão de fé Cristã, onde como Cristãos, damos testemunho vivencial de nossa fé (pois a Fé sem obras é morta), exercendo corajosamente no dia-a-dia as virtudes cristãs, sobretudo a da caridade. Deste pressuposto, podemos enxergar de forma clara que a Igreja, enquanto povo de Deus, tem uma ação social por sí só presente na vivência Cristã, individual ou comunitária.

Tão importante na vida do cristão é também o aspecto místico-liturgico, pois é nele que somos inseridos na realidade da salvação do povo de Deus, cujo a Igreja tem um papel central na celebração do mistério Pascal. Este aspecto, ainda que para muitos não seja tão concreto quanto o anterior, não torna menos importante a participação do Cristão em sua comunidade eclesial, pois é nela, que é liturgico-celebrativa, que Cristo se faz presente em nosso meio (pois onde dois ou mais estiverem reunidos em Seu Nome, Ele estará entre nós).

Portanto assim como Jesus que é o Cristo é 100% humano também é 100% divino, não podemos equacionar o aspecto social e o místico, através de uma dicotomia muitas vezes presentes em nossas comunidades, pois ambos estão em uma só vivência de fé.

In Domino,

R.M.

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