Primeira leitura: (Atos dos Apóstolos 1, 12-14)
“Depois que Jesus subiu ao céu, os apóstolos voltaram para Jerusalém vindo do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado. Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
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Comentários:
“O texto se subdivide claramente em duas partes, na primeira parte os discípulos pedem a Jesus: “Senhor aumenta-nos a fé”, e Jesus lhes responde: “Se tivésseis fé do tamanho de um grãozinho de mostarda, diríeis a esta árvore: arranca-te daqui e lança-te ao mar, e ela lhes obedeceria”.
Quem faz esse pedido são discípulos que presenciaram milagres de Jesus: cura de paralíticos, cegos e mudos.
Se aqueles, apesar de tirem convivido com Jesus, apesar de terem as mais belas palavras de Cristo que hoje chegam a nós também, tiveram a necessidade de um aumento fé, nós podemos também fazer nossa, hoje, este pedido: “Senhor aumenta a minha fé”. Porque a vida de fé pode receber um crescimento e um incremento da parte de Deus.
Ela é responsabilidade nossa e existe algo na fé que é nosso também. Mas é Deus que nos acende a luz interior e nos dá aquela certeza a respeito de sua Presença, de sua Revelação e a certeza de que nos espera após a morte.
Podemos eliminar de nós a fé, mas não compete a nós reacender a luz uma vez apagada. Por isso, cuidado aquele que se contenta com pouca fé, ou não progride nessa virtude teologal nem jamais lhe suplicaram aumento!
O segundo momento desse evangelho não é lisonjeiro para nós. Depois de tudo realizado devemos dizer: somos servos inúteis. Não é para nos humilhar que Jesus Cristo insiste nessa tecla.
É para dizer que tudo na existência é graça. Nenhum de nós presenteia a Deus com quer que seja. Antes de Lhe podemos oferecer algo, Dele já recebemos tudo. Nós recebemos Dele a existência; recebemos Dele todas as riquezas naturais e culturais que possuímos, nós recebemos Dele, a fé e esperança na vida eterna e o amor que não passará.
Que temos de nós mesmos para oferece-Lhe de nossa própria iniciativa? Neste sentido nós não fazemos outra coisa, senão multiplicar talentos que de Sua misericórdia e prodigalidade recebemos dia após dia.
Sim, somos servos inúteis e não fazemos outra coisa além do nosso dever. Mas isto já é muito e precioso aos olhos de Deus.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum
Bruno Queiroz
“Depois que Jesus subiu ao céu, os apóstolos voltaram para Jerusalém vindo do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado. Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele.”
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O Evangelho do dia: São Lucas
“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”
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Comentários:
“O texto se subdivide claramente em duas partes, na primeira parte os discípulos pedem a Jesus: “Senhor aumenta-nos a fé”, e Jesus lhes responde: “Se tivésseis fé do tamanho de um grãozinho de mostarda, diríeis a esta árvore: arranca-te daqui e lança-te ao mar, e ela lhes obedeceria”.
Quem faz esse pedido são discípulos que presenciaram milagres de Jesus: cura de paralíticos, cegos e mudos.
Se aqueles, apesar de tirem convivido com Jesus, apesar de terem as mais belas palavras de Cristo que hoje chegam a nós também, tiveram a necessidade de um aumento fé, nós podemos também fazer nossa, hoje, este pedido: “Senhor aumenta a minha fé”. Porque a vida de fé pode receber um crescimento e um incremento da parte de Deus.
Ela é responsabilidade nossa e existe algo na fé que é nosso também. Mas é Deus que nos acende a luz interior e nos dá aquela certeza a respeito de sua Presença, de sua Revelação e a certeza de que nos espera após a morte.
Podemos eliminar de nós a fé, mas não compete a nós reacender a luz uma vez apagada. Por isso, cuidado aquele que se contenta com pouca fé, ou não progride nessa virtude teologal nem jamais lhe suplicaram aumento!
O segundo momento desse evangelho não é lisonjeiro para nós. Depois de tudo realizado devemos dizer: somos servos inúteis. Não é para nos humilhar que Jesus Cristo insiste nessa tecla.
É para dizer que tudo na existência é graça. Nenhum de nós presenteia a Deus com quer que seja. Antes de Lhe podemos oferecer algo, Dele já recebemos tudo. Nós recebemos Dele a existência; recebemos Dele todas as riquezas naturais e culturais que possuímos, nós recebemos Dele, a fé e esperança na vida eterna e o amor que não passará.
Que temos de nós mesmos para oferece-Lhe de nossa própria iniciativa? Neste sentido nós não fazemos outra coisa, senão multiplicar talentos que de Sua misericórdia e prodigalidade recebemos dia após dia.
Sim, somos servos inúteis e não fazemos outra coisa além do nosso dever. Mas isto já é muito e precioso aos olhos de Deus.”
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum
Bruno Queiroz
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