Por não oferecer a consciência um fundamento suficientemente objetivo, julgaram encontrar um na dignidade da pessoa humana. O mundo em seu pensamento moderno nos ensina que "que o direito à liberdade religiosa tem seu fundamento na própria dignidade da pessoa humana". Esta dignidade consiste em que o homem, dotado de sua inteligência e de livre arbítrio, esta por sua própria natureza preparado para conhecer a Deus, o que não irar conseguir se não for deixado livre.
O argumento é este : o homem é livre, portanto deve ser deixado livre. Ou ainda : o homem é dotado de livre arbítrio, portanto tem liberdade de ação. Vocês conhecem o principio absurdo de todo o liberalismo, como o chama o cardeal Billot. E´ um sofisma : o livre arbítrio se situa no terreno do SER, a liberdade moral e a liberdade de ação se situam no campo do AGIR. Uma coisa é o que Pedro é por natureza e outra o que ele chega a ser
(bom ou mau , na verdade ou no erro) mediante seu atos. A dignidade humana radical é por certo a de uma natureza inteligente, capaz portanto de uma escolha pessoal, mas sua dignidade terminal consiste em aderir, em ato, à vontade e ao bem. É esta dignidade terminal que dá a cada um a liberdade moral (faculdade de agir) e a liberdade de ação (a faculdade de não ser impedido de agir). Mas na medida em que o homem adere o erro ou se apega ao mal, perde sua dignidade terminal ou não a alcança e já não pode firma-se sobre ela. Isto é o que ensinava magnificamente Leão XIII . falando sobre as falsas liberdades modernas escreveu em "Immortale Dei":
"Se a inteligência adere às idéias falsas, e se a vontade escolhe o mal e se une a ele, nem uma nem a outra alcançam a perfeição, ambas perder em sua dignidade inicial e se corrompem. Por isso não é permitido vir à luz e mostrar aos olhos dos homens o que é contrario á virtude e á verdade , e muito menos colocar isto sob a tutela da proteção das leis."
E em "libertas", explica o mesmo Papa em que consiste à verdadeira liberdade e em que se deve fundar : outra liberdade que se proclama muito alto, é a liberdade que chamam de liberdade de consciência; e entende-se com isso que cada um pode indiferentemente, a seu gosto , dar ou não culto a Deus. Os argumentos apresentados antes , bastam para refutar.
Mas ela também pode ser entendida no sentido de que o homem tem no Estado o direito de seguir, de acordo com a consciência de seu dever, à vontade de Deus, cumprir seus preceitos , sem que alguém possa impedi-lo. Esta liberdade , a verdadeira digna dos filhos de Deus, que protege tão gloriosamente a dignidade da pessoa humana , esta acima de toda violência e de toda opressão , ela foi sempre objeto dos desejos da Igreja e de seu particular afeto".
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
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