domingo, 16 de setembro de 2007

Primeira Leitura e Evangelho do dia: 16 de Setembro de 2007

Primeira leitura (Êxodo 32,7-11.13-14):
"Naqueles dias, O Senhor disse a Moisés: "Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação." Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: "Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna."
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O Evangelho do dia: São Lucas
"Naquele tempo, Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida! Então lhes propôs a seguinte parábola: Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la? E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido. Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa. Disse também: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado."
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Comentários:
São três parábolas que apenas Lucas contém. A parábola da ovelha perdida, uma sobre cem; a palavra da dracma perdida, uma sobre dez e a parábola do filho perdido, ou filho pródigo um sobre dois.

Três parábolas que tem como protagonista, Deus. Ninguém após ter lido este capítulo XV de Lucas, continua a dizer que Deus não perdoa, não recebe de retorno o pecador arrependido.

Ninguém continue a imaginar que Deus guarde rancor de quem quer que seja.

Pode alguém cometer os piores pecados e eu me ponho a pensar, nos pecados dos sacerdotes, porque nós padres, pecamos com maior conhecimento de causa, mas penso também nos pecados vulgares que ofendem diariamente a Deus com sua mediocridade cristã.

Pois bem, até mesmo o pecador mais renitente, até mesmo o pecador repetitivo na própria desgraça pode e deve encontrar esperança e lugar no coração de Deus. Deus quem não deseja, de forma alguma perder um só daqueles que deu a Jesus.

Se nós somos miseráveis pecadores e pecadores vulgares, não nos esqueçamos de uma verdade: Jesus Cristo, Filho de Deus, derramou seu Sangue e ofereceu Sua vida por mim. Deus se estremece ao pensar que qualquer um de nós possa se perder. Faz o impensável para nos reaver para si.

Se Deus detesta o pecado, ama apaixonadamente o pecador e não Se dá trégua, não se concede descanso algum enquanto não o reencontrar, e o trouxer para o Seu braço, são e salvo.

Deus estremece porque se de um lado não pode e não quer, violentar-nos em nossa vontade, por outro lado, não Se conforma com a possibilidade da perda do pior pecador.

Somente no Céu seremos capazes de compreender o que Deus terá feito para não nos perder. A Sua paciência é sem limites.

A Igreja prudentemente canonizou a muitos irmãos nossos. Jamais afirmou que alguém dentre nós esteja na condenação eterna.
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Pe. Fernando Carneiro Cardoso, é presbítero da Arquidiocese de São Paulo e apresenta o programa "O Pão Nosso" exibido pela Rede Vida de Televisão. Colabora com os textos de reflexões da Liturgia Diária neste site.
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Dominus Vobiscum

Bruno Queiroz

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